Nílson Bertoni Júnior, de 18 anos, descobriu uma maneira
de estudar matérias da área de Exatas: “Pego as fórmulas
mais simples e, a partir delas, tiro as mais complicadas”. Esse
é o método que o estudante vem usando, principalmente nos
últimos dias que antecedem o vestibular da Fuvest.
O candidato, que vai prestar Ciência da Computação
na USP, Unicamp, Mackenzie e Fatec, reconhece que tem mais facilidade
em Exatas, por isso prefere se ater mais nessa área e tentar fixar
alguns pontos das matérias de Humanas, que apresentam mais teoria.
“Leio e tento tirar os itens principais”, explica.
Como estudar nunca foi o forte de Fernando Camargo Mendes, de 19 anos,
ele teve de se desdobrar nas últimas semanas, mas, mesmo assim,
reconhece que não sabe alguns conteúdos de Exatas. A solução
foi “malhar” as matérias de Humanas e estudar o que
acha mais fácil dentro das Exatas. O candidato vai prestar Psicologia
na Fuvest e na PUC.
A abertura do mercado para o profissional de línguas levou Daniela
de Lima Guedes, de 18 anos, a procurar pelo curso de Letras na USP. Embora
tenha sido obrigada a ir para a escola pública na 3ª série
do ensino médio, Daniela se dedicou aos estudos no cursinho desde
o início do ano e confia que vai passar. Mas admite que terá
de controlar a ansiedade, porque percebeu que está mais sensível
ultimamente. “Choro por qualquer coisa e sei que isso é resultado
da pressão que venho sofrendo.”
Gênios da Fuvest dão a fórmula do sucesso
Se para alguns a fórmula para ser aprovado no vestibular da Fuvest
é se debruçar sobre os livros e deixar de ir a festas e
namorar, para outros a receita é levar uma vida normal e, principalmente,
ter confiança e amar desde já a carreira escolhida. Tiago
Kenji Takahashi, de 18 anos, primeiro colocado em Medicina na USP, com
908,1 pontos em mil possíveis, por exemplo, deixou de lado ‘‘as
farras de final de semana’’ e estudava todos os dias. Adriana
Gusman Telles, de 19 anos, outra futura médica, também continuou
levando uma vida normal. ‘‘Só deixei de sair um pouco
no segundo semestre’’, conta a quinta colocada na disputa
por uma vaga na Medicina, com 897,2 pontos.
Adriana mora na Vila Nova Conceição, Zona Sul, e tem um
irmão mais velho que é médico, mas diz que ‘‘ele
não teve influência na minha escolha, eu pensava nisso desde
pequena’’. Ela fez cursinho simultaneamente ao último
ano do ensino médio em 99 e não passou no vestibular. No
ano passado, fez cursinho de manhã e continuou namorando e passeando
normalmente. ‘‘Só no segundo semestre deixei de lado
convites para festas e idas à praia, mas não deixei de namorar.
Posso garantir que é uma emoção indescritível
ver o esforço recompensado.’’
Juliana Helena Costa Smetana, de 17 anos, moradora em Bragança
Paulista, 80 quilômetros ao Norte da Capital, cursará Ciências
Biológicas após ficar em 15º lugar na classificação
geral, com 876,1 pontos. Ela é a melhor classificada que não
optou por Medicina ou Engenharia. ‘‘Sempre gostei de genética
e vou estudar na Unicamp, que está melhor estruturada do que a
USP, inclusive tem o Centro Biológico Molecular’’,
afirma a jovem, que só havia prestado o vestibular como treineira,
no ano passado. ‘‘Fiz o terceiro ano do ensino médio
e continuei levando a vida normalmente. A fórmula é escolher
certo o que se quer, não fazer por obrigação’’,
comenta. Ela é filha única e não teve influência
de ninguém na escolha da profissão.
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