Drummond

A poesia viajando além da eternidade

Quando comecei a escrever, um anjo esbelte desses que vivem na luz disse: Vai, Alcioneide! Homenagear o poeta maior, poeta que tentou abarcar o Sentimento do Mundo, do ser humano brasileiro e universal, diante dos regimes totalitários, da II Guerra. Pois, sabia que em meio ao caos, surgiria A Rosa do Povo, “flor que nasceu na rua!

Uma flor ainda desbotada. È feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.”

Surge uma nova vida, “ a vida passada a limpo”, o vasto mundo que tanto cantaste, todavia deixastes para nós que mais vasto foi o teu coração e que devemos tirar proveito das pedras no meio do caminho e nunca desistirmos dos nossos ideais, pois sempre haverá de existir um José sem discurso, sem mulher, sem carinho. Todavia De Mãos Dadas com tua poesia, jamais seremos poetas de um mundo caduco, reconhecemos em ti o tempo presente o homem presente, a poesia presente.

Agora tudo dorme é só silêncio, nada mais, és o Fazendeiro do Ar, com tuas sete faces. Temos a certeza que estás Além da Terra, Além do Céu. “Além, muito além do sistema solar, até onde alcançam o pensamento e o coração. “Vai Carlos! Ser gauche na eternidade”.

Viva Carlos Drummond de Andrade

 

 

Alcioneide Ferreira da Silva Oliveira

 

 
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