ADMINISTRAÇÃO
Esta palavra nunca é nome próprio. Portanto, a
gente só se refere à administração
de fulano, sicrano ou beltrano, colocando o termo em letras
minúsculas.
AMBIGÜIDADE
Tente ao máximo não usar textos ou formas
ambíguas. Isso é um defeito grave, pois induz
o leitor ao erro. Ambigüidades ocorrem quando: há
ausência de vírgulas, o adjunto adverbial foi colocado
no lugar errado, há sucessão inadequada de termos,
o 'que' foi colocado em outra posição que não
logo depois do nome que substitui e, finalmente, quando se abusa
da preposição 'de'. Ambíguo quer dizer,
literalmente, "que se pode tomar em mais de um sentido".
Alguns exemplos: "Gols de bandeja" (o jornal queria
se referir a um torneio de futebol disputado por garçons),
"Hoje é proibido ficar doente" (a notícia
falava de greve em hospitais), "Cachorro faz mal à
moça" (a personagem teve indigestão ao comer
um cachorro quente com salsicha estragada), "Comeu a mãe
e foi parar no hospital" (um menino colocou na boca um
animal de nome 'mãe d'água', que provoca queimaduras
graves se ingerido), "Vendem-se cobertores para casal de
lã (ambigüidade provocada por troca da ordem das
palavras), "Estamos liquidando pijamas para homens brancos"
(má disposição das palavras na frase),
"A ordem do ministro que vai de Brasília..."
(ambigüidade do pronome relativo 'que'), "Subindo
a serra, avistei vários animais" (ambigüidade
provocada pelo gerúndio. Quem subia a serra?), "Eu
noivaria com você, Verinha, se tivesse um pouco de dinheiro"
(ambigüidade ocasionada por omissão de termos; eu
ou você?), "Ele pensava no antigo amor e julgava
que a sua agressividade teria contribuído para o término
do romance" (ambigüidade ocasionada pelo emprego de
um pronome que é válido tanto para 'ele' como
para 'ela'; dele ou dela?)
APÓSTROFO
Sinal que indica supressão de letras e seu uso é
restrito a poucos casos. 1 - supressão de letra em versos
por exigência de métrica: co'este, esp'rança,
etc. 2 - pronúncias populares: tá, teve aqui,
etc. 3 - apócope da vogal e, em palavras compostas ligadas
de preposição: estrela-d'alva, olho-d'água,
pau-d'arco, mãe-d'água e poucas mais.
Não se usa apóstrofo em combinações
pronominais, combinações das preposições,
formas aglutinadas e antes de maiúsculas. Neste último
caso, para não prejudicar títulos: "O jornalista
dA Gazeta é Pedro."
ASPAS
Estes sinais, também chamados de vírgulas-dobradas,
têm alguns empregos específicos. 1 - assinalam
as transcrições textuais: Caxias disse: "Sigam-me
os que forem brasileiros!" 2 - realçam os nomes
das obras de arte ou de publicações, sejam elas
livros, revistas ou outras. No caso de jornais, usamos o itálico:
A notícia do escândalo foi publicada por "O
Globo", do Rio de Janeiro. 3 - caracterizam nomes, títulos
honoríficos, apelidos e outros: Eles passaram as férias
no navio de turismo "Princesa Isabel". 4 - marcam
as expressões, palavras, vocábulos, letras, etc.,
exemplificadas no contexto de uma frase: Encerrou as despedidas
com um "até breve" cheio de esperanças.
5 - separam os chamados estrangeirismos, neologismos ou quaisquer
palavras que soem estranhas ao contexto: O ideal é substituir
o "petit pois" pelo brasileiríssimo ervilha.
CARGOS
Escreva sempre em letras minúsculas: presidente, secretário,
ministro, diretor, prefeito, professor, vereador, etc. Mas tome
cuidado com isso, pois às vezes as regras da língua
portuguesa consagram algumas formas como nomes próprios.
Em caso de dúvida, consulte sempre o dicionário.
Ou então o manual de normas de redação
da Folha de S. Paulo, e trata muito bem da questão.
DATAS E ENDEREÇOS
Usamos sempre os dois recursos em nossos textos, para ajudar
o leitor que lê o Vitória On Line, o Diário
de Vitória ou nossos impressos destinados à imprensa.
Tanto datas (terça-feira (15)) quanto endereços
corretos e completos de locais de solenidades, intervenções
da Prefeitura, etc., têm que ser citados obrigatoriamente.
Somos prestadores de serviços.
DECLARAÇÃO TEXTUAL
Há um velho princípio jornalístico que
diz o seguinte: quanto menos se usa esse tipo de recurso, mais
valor ele tem. Portanto, declarações textuais
devem ser usadas quando o que a pessoa diz tem muito impacto.
Evidentemente, em casos de transcrição de documentos,
discursos, etc., o princípio não se aplica.
DINHEIRO
Sempre que a gente fala de moeda estrangeira, é preciso
converter o valor para o Real pela cotação do
dia. No caso do dólar é mais fácil. Nos
casos das demais moedas é mais difícil, mas os
sites de jornais e bancos nos informam com precisão.
Basta escrever, por exemplo: "A venda foi feita por US$
200 mil (R$ 397 mil)."
DIVISÃO SILÁBICA
Para escansão silábica ou no fim da linha, deve
ser feita pelas sílabas pronunciadas, e não por
elementos morfológicos. Por princípio geral, separam-se
as letras pelas síladas e nunca partindo o que se pronuncia
no mesmo impulso da voz. Como normas particulares, a língua
portuguesa registra as seguintes: 1) nunca se partem ditongos
nem tritongos: flui-do, herói-co, sa-guôes. 2)
encontros de duas consoantes que não sejam iniciais ou
isoladas: as-sar, con-vic-ção, ter-ra. 3) encontros
de mais de duas consoantes são partidos antes da última
ou antes de encontro consonantal perfeito: ist-mo, cir-cuns-cre-ver,
com-prar. 4) consoantes iniciais e isoladas, encontros consonantais
iniciais e perfeitos terminados em i ou r, ch, ih, nh, gu, qu,
formam sílaba com a vogal seguinte: ba-se, a-guar-dar,
cin-qüen-ta. As exceções são bl, br,
dl. Como orientações finais, nunca parta o vocábulo
de tal forma que no final ou no início da linha apareça
uma palavra obscena ou ridícula e, caso coincida um hífen
com a repartição da palavra, não será
preciso repetir aquele que sai no início da linha seguinte.
DOIS PONTOS
Usam-se dois pontos em cinco hipóteses: antes de citação,
de enumeração, de explicação, de
complementação e de conclusão. Antes de
citação a pontuação vem seguida
de letra maiúscula. Em todas as outras quatro hipóteses,
o que a segue é letra minúscula. Exemplos:
Antes de citação: "E o homem disse:
- Não atire, por favor!"
Antes de enumeração: "Comprou diversas bebidas
no supermercado:
Uísque, licor, cerveja e até refrigerante."
Antes de explicação: "Fiquei feliz quando
a vi: sabia que ela ia se recuperar."
Antes de complementação: "O fígado
só tem uma ideologia: cuidado com as imitações."
(esta é de Luís Fernando Veríssimo.
Antes de conclusão: "O lugar é lindo e as
praias, paradisíacas: vamos de qualquer maneira."
DOUTOR
Desnecessário dizer que jornalisticamente usa-se sempre
a profissão da pessoa. "O gastroenterologista Fulano
de Tal vai dirigir o programa da Semus...", e vai por aí.
Pode-se fazer citação deste termo apenas quando
for necessário dizer que uma determinada pessoa fez doutorado.
O mesmo princípio aplica-se a "mestre" e "mestrado".
ECOLOGIA
Como usamos muito este termo, aqui vai um recado: ninguém
comete crime contra a ecologia, mas apenas contra o ambiente,
a natureza, etc. Ecologia estuda a relação homem-ambiente.
Já o ambientalismo é um movimento.
ESTE, ESSE, AQUELE
Este é algo que está próximo, ao nosso
lado. "Este lápis é meu", você
diria, segurando seu próprio lápis. Esse está
ao largo da pessoa, não perto mas não muito longe.
"Esse lápis é seu?", você perguntaria
à pessoa da mesa ao lado. Aquele está longe: "Aquele
lápis é de alguém aqui?", qualquer
um de nós perguntaria, apontando o final da sala. Esta
mesma regra serve para "neste", "nesse"
e "naquele".
ETC.
Este termo, etecétera, quer dizer "e mais outros".
Deve ser usado homeopaticamente e jamais em títulos.
FALA DO ENTREVISTADO
Para abrir aspas e deixar o entrevistado falar, é preciso
tomar cuidado com o verbo ou outro termo a ser usado. Os que
normalmente antecedem as vírgulas são estes:
DIZ - Pode ser usado em quaisquer circunstâncias;
AFIRMA - Igualmente. Só que, para este,
recomenda-se utilização quando a afirmação
for enfática: '"Não sou corrupto", afirmou
o prefeito Celso Pitta';
CONTA - Significa o mesmo que "relata".
Pode ser usado em quaisquer circunstâncias, principalmente
quando se trata de relato de algum fato que a fonte esteja fazendo
ao jornalista;
RELATA - Acima. O mesmo que "conta";
REVELA - Só quando a pessoa estiver
dizendo uma coisa que ninguém ainda sabia;
CONFIDENCIA - Deve ser evitado ao máximo,
porque se assim fosse não estaria no jornal. Pode-se
usar apenas da seguinte forma: "Segundo Paulo Maluf confidenciou
a Celso Pitta, era preciso ter jogado fora os computadores da
prefeitura.";
INFORMA - Deve ser usado quando a pessoa estiver
tornando pública uma informação ainda não
conhecida e referente a um fato de interesse público;
EXPLICA - Só quando o entrevistado estiver
explicando dados relacionados com alguma coisa;
ESCLARECE - Fica nas proximidades do "informa",
com a diferença de que só deve ser usado quando
houver alguma dúvida relacionada a algo;
ENFATIZA - Usa-se quando alguém destaca
um ou mais pontos ligados a uma informação, destacando-os;
DESTACA - O mesmo que o anterior:
LEMBRA - Melhor usar quando o entrevistado
estiver falando de fato ocorrido há muito tempo;
RESSALTA - Este, é melhor usar este
verbo quando o entrevistado estiver destacando algum fato, ponto
ou detalhe do todo;
AVALIA - No caso deste verbo, usa-se corretamente
quando o entrevistado estiver fazendo algum julgamento, sobretudo
juízo de valor;
SEGUNDO FULANO - Recurso que torna o uso livre;
SEGUNDO INFORMA FULANO - O mesmo que o anterior.
O melhor é desprezar o 'informa', pois há restrições
a seu uso";
DE ACORDO COM - Também de uso livre.
FOLCLORE
A gente jamais usa com sentido de ridículo. No nosso
caso, folclore é tudo o que faz parte da cultura popular
de nossa cidade, do Espírito Santo, do Brasil. Ou que
tenha relação com o conceito.
FRASE/ORAÇÃO/PERÍODO/PARÁGRAFO
Como a gente erra muito nas construções de textos,
vamos transcrever o que o manual da Folha fala sobre isso. É
o melhor manual para explicar o item: "Frase designa qualquer
enunciado capaz de comunicar alguma coisa a alguém. Pode
ser desde uma simples palavra ('Obrigado!') ao mais complexo
período proustiano. Quando a frase afirma ou nega alguma
coisa, ou seja, quando apresenta estrutura sintática,
pode ser chamada de oração: 'Deus é luz.'
Toda oração tem verbo ou locução
verbal, mesmo que às vezes um deles não esteja
expresso. Período é o nome que se dá a
frases constituídas de uma ou mais orações.
É simples (uma única oração) ou
composto (com mais de uma oração): 'Padre Teófilo
disse que Deus é luz.' Em textos noticiosos, evite períodos
muito longos." Portanto, basta seguir a receita que dá
tudo certo. Ela mostra de forma clara como se dá o encadeamento
das palavras que acabam formando o que a gente escreve. Já
o parágrafo deve conter pensamento completo. Uma idéia
pronta e acabada. Ele se liga a um outro, com outra idéia
ou pensamento, e assim por diante. Um texto completo é
uma série de elos, como os de uma corrente. De parágrafos
que se ligam.
GÍRIA
Evite-a ao máximo. Ela banaliza e pode até confundir
o texto. Normalmente, usam-se gírias somente em transcrições
de declarações de terceiros. Mesmo assim, é
sempre bom usar o bom senso.
GOLEADOR
Esta é para quem escreve sobre esporte: não se
deve usar este termo para quem marca apenas um gol numa partida.
De dois para cima, tudo bem. E quem faz mais gols em um campeonato
deve ser chamado de 'artilheiro'.
GORDO
Evite. Quando for absolutamente necessário dar esta informação,
ou use o peso exato da pessoa ou o termo 'obeso'.
GOVERNO
Escreva sempre com minúsculas: governo federal, governo
estadual, etc.
HORÁRIO
Vamos uniformizar nosso texto. O dia começa à
0 hora e termina às 24 horas. A madrugada vai de 0 hora
às 6 horas; a manhã, das 6 horas às 12
horas (também podemos dizer meio-dia); a tarde, das 12
horas às 18 horas; a noite, das 18 horas às 24
horas. Em horas quebradas, a gente usa 12h45 ou então
15h24, e daí por diante. Tempos marcados são indicados
assim: 2h10min36s356. Conferências e congêneres
duram sempre "quatro horas e 35 minutos". Finalmente,
quando houver diferença de fuso horário, diga
"às 21 horas de Paris (16 horas de Brasília)".
IDADE
Quando for necessário informar, escreva; "Maria
do Socorro, de14 anos, esteve ontem..." Quando isso constranger
a pessoa, evite. Pessoas idosas, sobretudo mulheres, às
vezes não gostam de revelar suas idades.
IDENTIFICAÇÃO
Pessoas devem ser identificadas pelo cargo, função,
condição ou profissão. Quando se tratar
de servidor municipal, primeiramente pelo cargo. Aliás,
citar o cargo da pessoa é indispensável. E sempre
que possível esse cargo deve anteceder o nome, até
porque as pessoas costumam ser notícia em função
de suas atividades. Exemplo: "O prefeito de Vitória,
Luiz Paulo Vellozo Lucas, esteve ontem..."
IMPRENSA
Imprensa é meio de comunicação escrita.
Portanto, usa-se para designar jornal, revista e outros impressos.
Não existe "imprensa escrita" porque é
pleonasmo. Nem "imprensa falada" porque é errado.
Quando a designação abranger a todos, devemos
dizer "meios de comunicação".
INICIAIS
O ideal é evitar abreviar nomes próprios. Quando
não houver alternativa, não coloque espaço
entre as iniciais: (B.J.L.).
INTERTÍTULOS
Devemos usar um por lauda, para tornar mais leve o texto. O
ideal é que o primeiro venha logo após o segundo
parágrafo. Daí para a frente, um a cada 25/30
linhas. E o intertítulo deve ter uma única palavra.
IRONIA
Evite sempre. Nós fazemos notícia, não
fazemos editoriais.
JORNAIS E OUTROS
Sempre que a gente tiver que escrever nomes de jornais, usemos
o recurso do itálico. A Gazeta, TV Tribuna, Notícia
Agora, etc.
LEAD
Em inglês, esta palavra quer dizer "conduzir",
"liderar". Atualmente, há muita gente que contesta
o princípio do uso do "o quê, que, quando,
como, onde e por quê?" na redação das
aberturas de matérias jornalísticas. Ainda assim,
responder a essas questões na abertura da notícia
é o melhor caminho para produzir um bom texto. Como na
Prefeitura de Vitória nós lidamos quase sempre
com informações de natureza fatual, noticiosas,
é imperioso usar o recurso para introduzir o leitor no
texto e prender sua atenção. O primeiro parágrafo
deve ser, sempre que possível, uma síntese da
notícia. Deve dar ao leitor informações
suficientes para que ele se sinta informado. O ideal é
que tenha cinco linhas. Mas pode ter seis e, em situações
extremas, sete. Nunca mais do que isso. Também é
preciso que seja escrito em ordem direta (sujeito, verbo e predicado),
sempre respeitadas as normais que obrigam a citação
do nome da Prefeitura, secretarias ou outros organismos, quando
for o caso.
MEIO AMBIENTE
Não usemos como sinônimo de ecologia, que é
uma disciplina, um ramo da biologia.
MENOR
Evite o termo para se referir a criança ou adolescente.
A legislação brasileira vigente proíbe
a publicação de nome de criança ou adolescente
a que se atribuam infrações. Use as iniciais como
explicado em "INICIAIS".
METÁFORA
Figura de linguagem na qual o significado imediato de uma palavra
é substituído por outro. Pode ajudar a tornar
o texto didático. Mas evitemos as já desgastadas
pelo excesso de uso: aurora da vida, luz no fim do túnel,
silêncio sepulcral, página virada e outras. Valente
soldado do fogo, por exemplo, é o fim da picada.
MÍDIA
Designa os meios de comunicação, sendo palavra
que o português tirou do inglês. Mídia eletrônica
identifica os meios de comunicação eletrônicos
como o Diário de Vitória. Mídia impressa
são os meios de comunicação impressos.
MINORIA
Este conceito não é usado apenas por critério
quantitativo, mas também político. Minorias étnicas,
raciais, religiosas, sexuais, políticas, ideológicas
ou de qualquer outro tipo devem ser tratadas sem preconceitos.
MORTE
Não use falecimento, passamento, trespasse ou outro tipo
de eufemismo. Pessoas, bichos e plantas morrem mesmo.
MULHERES
Trate mulheres que são personagens de notícia
da mesma forma que os homens. Informe profissão, cargo
e, quando possível, idade. Na segunda menção
à pessoa em um mesmo texto, identifique-a pelo sobrenome
ou então pela designação com a qual ela
é mais conhecida.
NARIZ-DE-CERA
Parágrafo introdutório que retarda a entrada no
assunto específico do texto. É sinal de prolixidade
incompatível com o jornalismo.
NEGRO
Significa raça. As pessoas desta raça jamais devem
ser chamadas de pretas ou de qualquer outra designação
preconceituosa. Preto, por sinal, é uma cor. Assim como
amarelo, vermelho, azul, etc.
NOMES CIENTÍFICOS
Escreva em itálico, com o gênero em maiúscula
e a espécie em minúscula. Da seguinte forma: Homo
sapiens (espécie humana).
NOMES ESTRANGEIROS
Respeite a grafia original, mas ignore toda a espécie
de sinais que não tenham correspondentes em português.
Em casos de nomes próprios provenientes de línguas
com outros alfabetos, o ideal é transliterar de acordo
com a pronúncia aproximada. Quando o nome tiver um correspondente
consagrado em língua portuguesa, use-o em lugar da grafia
original (Nova York em lugar de New York).
NOMES PRÓPRIOS
Escreva de acordo com o registro original ou com a forma usada
profissionalmente pela pessoa. Nomes próprios não
seguem regras ortográficas. Em caso de dúvida,
peça à pessoa para soletrar seu nome. Ninguém
gosta de ver o nome escrito errado.
NUMERAIS
A maioria dos jornais escreve por extenso números inteiros
de zero a dez, além de cem e mil, sejam cardinais ou
ordinais. Depois do dez, escrevemos os algarismos. Evite, quando
não for obrigatório, o uso de algarismos romanos.
OPINIÃO
Jornalistas devem se abster de opinar ou emitir juízo
de valor ao redigir uma notícia. Jornalismo crítico
não depende da opinião de quem escreve; um registro,
confronto de dados, informações e opiniões
alheias podem ser muito mais contundentes do que a opinião
de um jornalista.
O PREFEITO
O prefeito deve ser sempre citado, nas aberturas de texto, por
seu nome completo: "Luiz Paulo Vellozo Lucas". Nas
seqüências das matérias, com o nome pelo qual
é chamado normalmente: "Luiz Paulo". Deve-se
usar tal princípio para citar todas as autoridades da
Prefeitura: secretários, prefeitinhos, etc. E para não
haver erros ou reclamações, sempre que uma autoridade
nova ingressar no serviço municipal, ela deve ser consultada
sobre como gosta de ser chamada. Evidentemente, não devemos
usar apelidos, a não ser que sejam consagrados no lugar
do nome.
ÓRGÃOS SUBORDINADOS
Em muitos textos, citamos os órgãos que são
subordinados à Prefeitura. Secretarias, administrações
regionais, etc. Nestes casos, devemos unir os dois na citação
da procedência. Exemplo: "A Prefeitura de Vitória,
por intermédio da Secretaria da Saúde (Semus),
anuncia hoje..." Ou então: "A Secretaria da
Saúde (Semus) da Prefeitura de Vitória anuncia
hoje..."
PAÍS
Com maiúscula, principalmente quando se referir ao Brasil.
PALÁCIO
Este sempre vem em letras maiúsculas, pois designa sede
de poder. Palácio da Alvorada, Palácio Anchieta,
Palácio Domingos Martins, Palácio do Governo,
etc. O termo Paço Municipal também deve ser grafado
com maiúsculas.
PALAVRÃO
Nem pensar. O nível do jornalismo deve ser sempre preservado.
O uso de expressões chulas vulgariza o trabalho jornalístico.
Mesmo quando o vulgar é usado pelo entrevistado, deve
ser suprimido. A menos que a notícia só exista
em unção disso. E, mesmo assim, dependendo do
palavrão, ele deve ser escrito só com a primeira
letra seguida de três pontinhos.
PALAVRAS COMPOSTAS
As palavras compostas podem ser estruturadas destas maneiras:
substantivo + substantivo: navio-fantasma; substantivo + de
+ substantivo: água-de-colônia; substantivo + adjetivo:
amor-perfeito; adjetivo + substantivo: belas-artes; forma verbal
+ substantivo: porta-estandarte; adjetivo + adjetivo: amarelo-escuro;
forma verbal + forma verbal: corre-corre; advérbio +
advérbio: menos-mal; advérbio + adjetivo: meio-morto;
advérbio + particípio: bem-feito. Há, ainda,
outras combinações bem mais complexas: deus-nos-acuda,
chove-não-molha.
PALAVRAS ESTRANGEIRAS
Só use se não houver correspondente em português.
Ervilha todo mundo sabe o que é. Petit pois, só
os professores de francês. Há exceções.
Aqui no Brasil, soutien, que a gente escreve como sutiã,
é mais comum que "porta-seios". Trata-se de
uma palavra que foi aportuguesada.
PARLAMENTO/CONGRESSO
Não são sinônimos, embora pareça.
Parlamento é conceito mais geral, mas há uma tendência
da língua de reservar o termo para assembléias
de países com regime parlamentarista. Congresso é
a palavra mais comum para designar a reunião de duas
câmaras em regimes presidencialistas. Nós somos
um país que tem regime bicameral e, portanto, Congresso.
PASTA
Quando este termo significar o cargo que a pessoa exerce, o
"P" tem que vir maiúsculo pois está
substituindo o cargo: "o titular da Pasta (ministro da
Fazenda) viajou ontem para Brasília".
PIEGUICE
A função do jornalismo é informar e não
comover. Emoção, em jornalismo, é resultado
de fatos narrados e não de estilo. A propósito,
vale a pena lembrar um texto publicado por um grande jornal
de São Paulo, na década de 30, e que se referia
a uma garota que cometera suicídio: "Tinha 17 anos,
na flor da mocidade, virgem e bela, Oh!, destino implacável.
Morreu como morrem as flores nas campinas...", e foi embora
o poeta de redação com seus lamentos infindáveis...
PIRÂMIDE INVERTIDA
Técnica de redação jornalística
que remete as informações mais importantes para
o início do texto e as demais, em hierarquização
decrescente, em seguida. Isso servia aos interesses dos jornais,
que às vezes precisavam cortar as matérias pelo
"pé". Por isso, era costume dizer que pé
de matéria e pé de galinha tinham sido feitos
para cortar. Não temos este problema no Diário
de Vitória, mas a técnica é a ideal, pois
ajuda o leitor. Ele tem o principal logo no início da
leitura e, se quiser parar antes do final, não perderá
nada de muito importante.
PLANALTO
Nome do palácio que serve como sede do governo brasileiro,
em Brasília. Deve ser sempre escrito em maiúscula.
PLEONASMO
É a redundância de termos. Em texto jornalístico,
como vício, é intolerável: "O alpinista
João da Cruz subiu para cima da montanha". "O
marido de Joana entrou para dentro do quarto".
PLURAL DE PALAVRAS COMPOSTAS
A regra prática é esta: flexione os elementos
variáveis (substantivos e adjetivos) e não flexione
os que não forem (verbos, advérbios e prefixos).
Exemplos: dois termos variáveis - cirurgiões-dentistas,
curtas-metragens; o segundo variável - sempre-vivas,
mal-educados; o primeiro variável - pés-de-moleque,
canetas-tinteiro; nenhum varia - os leva-e-traz, os bota-fora;
casos especiais - os louva-a-deus, os diz-que-diz, os bem-te-vis,
os bem-me-queres e os malmequeres. Outros casos: adjetivos.
Quando há dois adjetivos, só o segundo vai para
o plural - político-sociais, castanho-claros. As exceções
são três: surdos-mudos, azul-marinho e azul-celeste,
os dois últimos invariáveis. Quando a primeira
palavra é um adjetivo e a segunda um substantivo, o adjetivo
composto não tem forma especial de plural: vestidos verde-musgo,
salas cor-de-rosa.
POR OUTRO LADO E VIA DE REGRA
Evite ao máximo esse cacoete de linguagem. "Via
de regra", então, nem pensar. Este último
teve um destino trágico. Conta-se que em um jornal do
Rio de Janeiro, determinado repórter tinha o hábito
de usá-lo. O diretor de redação já
havia implorado ao moço para parar de escrever assim,
mas sem sucesso. Um dia, ele não suportou mais. Pegou
o jornal, destacou em vermelho o cacoete e escreveu ao lado:
"Meu filho, via de regra é b...".
POR QUE/PORQUE
Usa-se por que (separado) em frases interrogativas; Por que
ela não chegou? Também se usa separado em frases
afirmativas quando significam a razão pela qual: Ele
não disse por que não veio. Usa-se porque (junto)
quando se dá explicação ou causa: Ele não
veio porque não quis. Também se usa o porque (junto)
nas interrogativas em que a resposta já é sugerida:
Você não veio porque estava viajando? Há,
finalmente, formas por quê e porquê. Usa-se por
quê (acentuado) em final de frase ou quando se quer enfatizar
ainda mais uma pausa forte, marcada por vírgula: Ela
não chegou ainda por quê?; Não sei por quê,
mas acho.." . Já o porquê (junto) é
substantivo: "Não entendo o porquê de sua
indiferença".
POVO
Deve-se evitar o termo em sociedades nacionais organizadas em
estruturas complexas como a nossa. Não temos problemas
étnicos. O ideal é usar população
ou sociedade.
PREÇO
É praxe dizer que o preço está caro ou
barato. Mas é errado. Preços só podem ser
altos ou baixos. Caras e baratas são as mercadorias:
"Eu ia comprar aquela camisa, mas ela está muito
cara."
PREFEITURA
Nós trabalhamos para a Prefeitura de Vitória.
Portanto, em todos os textos em que falamos de realizações
dela, ou de atos dos quais ela participe direta ou indiretamente,
temos que citá-la logo no lead. Se for impossível,
no máximo no sub-lead. E citá-la como "Prefeitura
de Vitória". Não é preciso dizer "Prefeitura
Municipal de Vitória". E nunca devemos dizer "PMV".
No geral, escreva com maiúscula quando fizer parte de
nome completo: Prefeitura de Vitória. Sempre que for
ser feita uma segunda menção, use minúscula:
os servidores da prefeitura estão fazendo vários
cursos de aperfeiçoamento. Quando usarmos apenas Prefeitura,
devemos fazê-lo também em caixa alta. Há
menos que estejamos falando de forma genérica: "Há
prefeitura que não acaba mais no Brasil!"
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Sempre em maiúsculas. Mesmo quando o termo vier simplificado:
"o candidato à Presidência."
PRESIDENTE
Usar sempre como substantivo comum-de-dois: o presidente, a
presidente.
PRESIDENTE E OUTROS
Deve-se usar o cargo em letras maiúsculas quanto ele
substitui o nome. Em minúsculas quando não acontece
isso. Exemplos: "O Presidente da República viajou
ontem..." Ou então: "O presidente Fernando
Henrique Cardoso esteve ontem..." Isso se aplica a governador,
prefeito e aos nomes das unidades da federação
(estados). A palavra "município" segue a mesma
regra. Não há uma norma absoluta para tal procedimento,
mas é assim que acontece na maioria dos casos e é
recomendado por professores da língua portuguesa.
PRIMEIRO MUNDO
Escrever com maiúsculas. Assim como Terceiro e Quarto
Mundo.
PROFISSÕES
Escreva sempre com minúsculas: jornalista, médico,
escritor, sanitarista...
PROGRAMA DE TV
Escreva sempre os nomes dos programas sem aspas e com
maiúsculas no início de cada palavra: Jornal Nacional,
Fantástico, Jornal da Manchete.
PROPAGANDA
Definição de mestre Aurélio Buarque de
Holanda: "atividade que visa a influenciar o homem com
objetivo religioso, político ou cívico".
Tendo finalidade comercial, deve-se usar publicidade.
PROVÍNCIA
Jamais usar com conotação preconceituosa. O termo
refere-se a Estado, mas só é usado em alguns países
da Europa, como a Áustria.
QUE
Evite o excesso, para tornar o texto mais leve. Se for necessário
o uso de muito "que", utilize ponto e divida o período
em dois ou três. O "quê" acentuado existe
da mesma forma que o "por quê" com acento: "Ela
tem um quê de Sônia Braga". Neste caso, ele
se transforma em substantivo.
REGÊNCIA
Eis um dos mais extensos e difíceis capítulos
da sintaxe. E que provoca muitos erros. Como a maioria das gramáticas
aborda só em parte o tema, dúvidas têm que
ser tiradas caso a caso, com o uso do dicionário ou livros
à disposição. "Português Instrumental",
(veja bibliografia) tem bom capítulo sobre o assunto.
Vamos dar só três regras básicas: a) - não
ligue duas ou mais palavras com regimes diferentes a um mesmo
complemento. Não escreva: Gostei e recitei o poema; o
correto é: Gostei do poema e o recitei. B) - evite construções
com infinitivo precedido das contrações do e da.
Não escreva: Já é hora do ministro se demitir.
O certo é: Já é hora de o ministro se demitir.
C) - não omita preposições necessárias,
embora alguns puristas façam isso: Ambos concordaram
(em) que essas idéias não tinham senso comum (Machado
de Assis).
REGIÕES GEOGRÁFICAS
Com maiúsculas, se forem oficiais: Triângulo Mineiro,
Vale do Canaã. Este mesmo princípio se aplica
a regiões geográficas, quando referentes a partes
de um território: Região Sul do Espírito
Santo, Região Norte, Sul do País, Norte do Estado.
OBS: note que, no penúltimo exemplo, país entrou
com "P" maiúsculo porque substitui o nome "Brasil".
REGIONALISMO
O mesmo que bairrismo. Pode levar as pessoas a não entenderem
o que se está querendo dizer. A menos que o texto seja
sobre isso, evite chamar, por exemplo, um camelô de marreteiro.
Ou abóbora com carne seca de jerimum com jabá.
Até porque "jabá", em jornalismo, é
pecado mortal.
REIS E DEMAIS SOBERANOS
Sempre com minúscula: O rei da Espanha, Catarina foi
imperatriz da Rússia, etc. O mesmo se aplica a outras
classificações, como reitor, por exemplo.
REPETIÇÃO DE PALAVRAS
É sumamente necessário evitar sempre. O emprego
de vocabulário amplo enriquece o texto jornalístico.
Mas cuidado com uma armadilha: o uso de muitos sinônimos
pode levar à imprecisão. Não podemos ficar
chamando o advogado de jurista, doutor ou causídico.
Neste caso, é melhor repetir o termo.
RESENHA
A gente faz muito, sobretudo em artes e espetáculos.
Deve ser bem informativa, para que o leitor tenha idéia
do conteúdo da obra, autor, etc. Mas exige emissão
de opinião. Como os nossos textos são todos assinados,
problema nenhum. De qualquer forma, as críticas jamais
devem ser agressivas.
REVISTA
Escreva os nomes por extenso, sem aspas: Manchete, Isto É,
Caras, Veja, Época.
SALTO
Salto com vara, salto ornamental, salto-mortal. Cuidado, pois
alguns têm hífen e outros, não. O mesmo
acontece com salva: salva de palmas, salva-vidas.
SÃO/SANTO
Informação aos agnósticos e protestantes
de maneira geral: são, para os nomes começados
com consoante; santo, para os começados com vogal: "são
Tomás de Aquino", "santo André".
SE
É preciso ter cuidado aqui. Ele pode ter nove funções
diferentes, mas jamais será sujeito. Portanto, é
errado dizer: aluga-se casas; não se podia evitar os
aumentos". Nos dois casos, os sujeitos são casas
e aumentos. Então, os verbos têm que concordar
com eles: alugam-se casas; não se podiam evitar os aumentos.
O termo também costuma causar problemas em mais dois
tipos de construção; a) - partícula apassivadora
(voz passiva): alugam-se casas (casas são alugadas).
b) - índice de indeterminação do sujeito
(sujeito indeterminado): aqui passeia-se muito. Tomem cuidado
também com construções onde o se é
perfeitamente dispensável e até absurdo: É
possível se dizer que a língua é difícil;
Por se falar nisso; A confusão tornou difícil
se perceber quem estava por perto. Nestes casos, basta tirar
a partícula e os textos ficam corretos.
SEÇÃO/SESSÃO/CESSÃO
Eis nova fonte de erros: seção quer dizer parte,
divisão: seção de pessoal; sessão
significa tempo de duração de alguma coisa: sessão
de cinema; finalmente, cessão quer dizer o ato de ceder:
fazer cessão de seus direitos.
SE NÃO/SENÃO
Se não deve ser usado quando a expressão puder
ser substituída por caso não ou quando não.
Ou então quando introduzir oração como
conjunção integrante: Perguntou se não
era tarde demais. Senão deve ser usado nos demais casos:
Corre, senão a polícia te pega.
SIGLA
Geralmente elas criam dificuldades para o leitor. Portanto,
a não ser que seja uma sigla consagrada (PMDB, por exemplo),
a gente deve colocá-la logo adiante do nome completo:
Secretaria Municipal de Esportes (Semesp). Sigla em título,
somente se for consagrada. Além disso, quando se tratar
de termos não pronunciáveis como palavras, todas
as letras devem vir em caixa alta. Se formar uma palavra, alto
e baixo. Esta regra tem uma única exceção:
ONU. É que a sigla foi assim registrada pela organização.
TACHAR/TAXAR
Tacha é um tipo de prego. O termo também significa
mancha, nódoa, defeito. O vereador foi tachado de corrupto.
Já taxa é uma e espécie de imposto.
TEMPOS VERBAIS
É preciso tomar cuidado com o uso correto dos tempos
verbais. Muitas vezes a gente tenta escrever uma coisa e escreve
outra, por não ter este cuidado. Note o exemplo: O desfalque
foi grande. O desfalque teria sido grande. No primeiro caso
a gente está fazendo uma afirmação. No
segundo, praticamente duvidando da informação.
Portanto, é preciso não esquecer que os tempos
verbais obedecem a regras de correlação. E consultar
livros sobre o assunto sempre que houver dúvidas a esse
respeito.
TÍTULOS DE OBRAS
Escrevam os nomes das obras e espetáculos sem aspas e
com maiúsculas no início de cada palavra: E o
Vento Levou, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos,
O Inspetor Geral.
TODO DIA/TODO O DIA
Sem artigo significa diariamente. Com o artigo, durante o dia
inteiro. Coisa parecida acontece com todo mundo e todo o mundo.
Sem o artigo significa todos. Com ele, o mundo inteiro.
TRANSCRIÇÃO
Transcrições literais de trechos de obras devem
ser feitas sempre entre aspas. E usadas homeopaticamente, como
já foi dito.
TRATAMENTO DE PESSOA
Depois de identificado pela primeira vez na matéria,
o personagem da notícia deve ser citado apenas pelo sobrenome
ou nome pelo qual é mais conhecido. "Luiz Paulo",
e nunca "Vellozo Lucas". Quando se tratar de político,
é necessário dizer o cargo, o partido e o Estado.
Da segunda menção em diante, o tratamento deve
ser igual ao das demais pessoas.
TRATAMENTO DO LEITOR
Sempre no singular: Leia matéria no site da Secretaria
de Cultura. Não devemos escrever "Leiam..."
VÁLIDO
Vamos usar apenas no sentido de ter validade ou vigência.
VELHO
Como isso geralmente significa deteriorado pelo tempo, não
vamos usar para designar pessoa. O ideal é dizer a idade.
Não sendo possível, pode-se usar idoso. E idosas
são pessoas com mais de 60 anos.
VIAS E LOGRADOUROS
Escreva sempre com minúsculas: avenida Beira Mar, rua
General Osório. Mas isso não é regra geral.
Praia da Costa, Praça do Índio, Bairro da Penha,
Praia de Camburi e outras formam um nome composto. Tudo abrindo
com letras maiúsculas. Da mesma forma, Região
da Grande São Pedro cabe na explicação
que fala das regiões geográficas.
VISAR, ALMEJAR, ASPIRAR
Há normas específicas para as transições
direta e indireta de verbo, no caso de "visar". Exemplo:
"Com o projeto, a Prefeitura de Vitória visa a devolver
a Vitória a paisagem urbana que a caracteriza como uma
das mais antigas cidades do Brasil." O certo/errado é
feito da seguinte maneira:
Em projeto de deputada está no senado e visa combater
a evasão escolar. O texto não está correto.
É que o verbo visar pode ter as seguintes predicações
verbais:
01) Verbo transitivo direto, ou seja, verbo
sem preposição alguma, quando significar dirigir
a vista ou o olhar a algo, apontar arma de fogo contra alguém
ou pôr o sinal de visto em algo. Veja alguns exemplos:
A professora visou o garoto mais peralta da turma com um olhar
de censura.
O atirador visou o alvo demoradamente.
A professora visou todos os trabalhos dos alunos.
02) Verbo transitivo indireto, com a preposição
a, quando significar ter por fim ou objetivo, almejar, mesmo
que o elemento que surgir à frente do verbo seja outro
verbo no infinitivo. Veja alguns exemplos:
Ele visa a uma vaga em Medicina.
Sempre visou a ter muito dinheiro.
Quando o verbo aspirar for transitivo indireto, não admitirá
o uso do pronome lhe como objeto indireto. Deveremos usar as
formas analíticas a ele, a ela, a eles, a elas. Por exemplo:
Ao cargo de diretor, aspiro a ele, sim.
A frase apresentada deve, então, ser assim escrita:
Projeto de deputada está no Senado e visa a combater
a evasão escolar.
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