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REDAÇÕES
NOTA 10
Edição
nº 27 - 28/04/02
O capitalismo e a Língua Portuguesa
A Língua Portuguesa está passando por um momento muito
difícil. Por não se tratar de uma ciência exata,
o Português, assim como diversas outras línguas, sofre
algumas modificações ao longo do tempo, fruto das mudanças
de hábito e de outros fatores que influenciam as sociedades falantes
desta língua no Brasil.
Nos últimos anos, porém, a Língua Portuguesa vem
sendo tão modificada, a ponto destas modificações
não poderem ser classificadas como naturais, e passarem a ser
tratadas como erros, geralmente erros grotescos. Vários fatores
podem ser tomados como explicação para a ocorrência
desses erros. Um deles é a péssima qualidade de ensino
no Brasil , a forma arcaica como se ensina a língua e se desestimula
o aluno a criar o hábito da leitura, que é, sem dúvida,
uma das melhores formas de aperfeiçoar a utilização
da língua.
Outro fator muito importante, e também mais complexo, é
a mudança da dinâmica economia mundial. Dentro desta nova
dinâmica, destaca-se a globalização. É difícil
imaginar como as mudanças econômicas podem influenciar
a Língua Portuguesa, mas isso ocorre freqüentemente. O maior
exemplo disso é a "americanização" das
palavras. Palavras como "impeachement"ou "hot-dog"são
mais comuns de serem ouvidas do que as suas correspondentes em Português.
Na briga pela audiência, emissoras de televisão vêm
criando programas que parecem ter como especialidade esculachar a Língua
Portuguesa. São os chamados "programas populares",
caso do Programa do ratinho, Ed Banana etc. A briga por audiência
não pára por aí. Bandas de "rap"surgiram
nas rádios com expressões curiosas como, por exemplo,
"É nóis na fita".
Tudo isso aponta para mais uma preocupação a respeito
do futuro de nosso idioma, pairando no ar uma incógnita sobre
a possibilidade do Português não resistir mais a tantos
desrespeitos.
Edição nº14 - 29/10/02
Armas versus tranqüilidade
Em mais uma tentativa de diminuir o número de crimes, foi aprovada
a nova legislação sobre registro e porte de armas. O que
na teoria é muito prometedor, mas talvez na prática não
funcione como o esperado.
A mudança na lei consiste num maior rigor em relação
ao cidadão que quiser possuir uma arma de fogo. Porém,
não visa esclarecer totalmente a população sobre
as vantagens e desvantagens do porte de armas.
Grande parte das pessoas acredita que pode se proteger andando armado.
No entanto, estatísticas mostram que é praticamente impossível
evitar um assalto se uma pessoa não possuir treinamento adequado
para tal. E a situação tende a piorar muito se a vítima
reagir levada pela emoção.
Outro ponto a ponderar são os inúmeros acidentes domésticos
envolvendo pais displicentes e crianças desinformadas. Quando
a suposta proteção transforma-se em tragédia certa.
Tudo leva a crer que armas somente serão úteis nas mãos
de policiais extremamente preparados. E que a lei pode ser mudada diversas
vezes que, ainda assim, os bandidos não serão prejudicados,
já que estes podem roubar, contrabandear e até mesmo fabricar
sua munição.
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